
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
J. P. da Conceição

J. P. da Conceição - Um dos maiores mecenas do Protestantismo Português
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Congresso Protestante de 1909
O programa Mosaico Ecuménico, do COPIC, esteve lá. Passou no passado dia 18 de Junho na RTP2.
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Os protestantes e a Educação
Protestantismo e educação : história de um projecto pedagógico em Portugal na transição do séc. XIX
Aqui está muito daquilo que o protestantismo fez de bom em Portugal: a educação, formação cívica, apoio social, trabalho editorial, conferências, etc.
O dr. Moreno Afonso fez um grande serviço aos protestantes. Os protestantes nunca o entenderão.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Sociedade Bíblica
Em 2005 a Revista Lusófona de Ciência das Religiões dedicou o seu caderno principal à comemoração dos 200 anos da Sociedade Bíblica, com artigos de Samuel Escobar, Timóteo Cavaco, Luís Aguiar Santos, Alfredo Abreu, António Marujo, Silas Oliveira, Vitor Tavares, João Paulo Henriques e Helena Vilaça.Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
João Calvino não existe em Portugal - 500 anos - Parte II
O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição censurou. A cerimónia não passou em Portugal. A Eurovisão só nos serve para passar o Festival da Canção.
Felizmente existe a internet e aqui temos o Link:
Services religieux - Culte de Pentecôte de la Cathédrale de Genève
Ainda há razões para não conhecermos Calvino em Portugal?
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
João Calvino não existe em Portugal - 500 anos - Parte I
Hoje e amanhã a Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal irá realizar duas conferências sobre o mesmo reformador com o tema: A Batalha de Calvino pela Reforma pelo Rev. Angus Stewart.
Ainda há razões para não conhecermos Calvino em Portugal?
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Eduardo Moreira

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Eduardo Moreira - Cartão de Escoteiro
Ver:
Ver ainda:
Luís Aguiar Santos, Escoteiros e escuteiros, em L&LP.
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
O Dia do Garoto
Actividade social dedicada às crianças no seio da ACM
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
III Congresso das UCM de 1909
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
CONGRESSO PROTESTANTE DE 1909
No dia 23 de Maio de 1909 o mundo protestante unia-se em congresso na sala Portugal da Sociedade Portuguesa de Geografia juntando-se à União Cristã da Mocidade (UCM) que reunia por esses dias em Lisboa.O clima vivido foi de grande alegria e festa, o evento não passava despercebido à sociedade portuguesa: os jornais noticiavam o acontecimento e o rei D. Manuel II enviava saudações reais.
Nunca o povo protestante, divido em várias denominações, conseguira unir-se com tanto êxito. Crescia a esperança de espalhar o Evangelho por todo o Portugal: cerca de 1500 pessoas, um número inimaginável até então.
Passados cinquenta anos, em Vidas Convergentes, Eduardo Moreira recordava o congresso:
O apogeu do poder organizador de Alfredo Henrique da Silva, exercido quase sempre no Norte, transportava-se a Lisboa num dia grande, muito grande, que na ocasião intitulámos: “A maior jornada do Evangelho em Portugal”: 23 de Maio de 1909, na “Sala Portugal” da Sociedade de Geografia.
Reinava o jovem D. Manuel II; e em tão diferentes períodos políticos que seguiram o seu curto reinado, nada ainda, que nos diga respeito, igualou essa apoteose.
Assistem João Mott, futuro Prémio Nobel da Paz, e Cristiano Phildius, o presidente da Comissão Mundial das Uniões Cristãs da Mocidade. Há coros, teses, alegria, louvor, bandeiras, palmas e vivas, fraternidade transbordante. Os hinos soam maravilhosamente, o entusiasmo é geral e electrizante. As teses acrisolam-no.
Foi decerto o momento mais alto do evangelismo português. Preparado por um, secundado por todos. O último dos Branganças, no trono, não desmerecia da tradicional tolerância. Quinze anos da futura República Parlamentar não nos concederiam tanto.
E assim foi.
Domingo, 24 de Maio de 2009
III Congresso das UCM de 1909
Terceiro congresso nacional das Uniões Christãs da Mocidade de Portugal
A sessão de encerramento, na Sociedade de Geographia é revestida d’um grande brilhantismo
Foi hontem o ultimo dia do 3.º congresso nacional das Uniões Christãs da Mocidade de Portugal, realizando-se, de dia, discursos, por differentes delegados, nas seguinte egrejas evangelicas:
Ás 12 da manhã, Mariannos, Taipas e Estephania; 2,30 da tarde, Arriaga; 5 a tarde, reunião de consagração para os unionistas, União Central; 6 da tarde, Cascão; 7 da tarde, Mariannos, Taipas, Santa Catharina, Amoreiras e Estephania.
Na União Central, o sr. João Mott, membro da Universidade de Yale, da America do Norte, e secretario da Federação Mundial dos Academicos Christãos, produziu um magnifico discurso, servindo de interprete o sr. Right.
Em todos os templos evangelicos a concorrencia foi extraordinaria.
A sessão de encerramento
A noite realisou se na sala “Portugal” da Sociedade de Geographia a sessão de encerramento.
Assumiu a presidencia o sr. Alfredo da Silva do Porto, que estava secretariado pelos srs. Major Ferreira e dr. Leite Junior.
A sessão foi aberta ás 8 horas e meia da noite.
Por essa occasião, a amplissima e magestosa sala offerecia um aspecto devéras imponente pela enorme concorrencia, vendo-se as galerias apinhadas de senhoras.
Antes de se dar principio ao programma foi lido o expediente entre o qual se encontrava um telegramma de sua magestade el-rei agradecendo ao Congresso a participação da sua abertura.
Seguidamente foi executado o hymno, ouvindo de pe toda a assistencia, cumprindo-se á risca o programma, bastante interessante.
O sr. João Mott, tambem se apresentou na sessão de encerramento fazendo um brilhantissimo discurso sobre a atrophia moral.
Serviu-lhe de interprete o sr. Alfredo da Silva.
Foram depois lidas as seguintes
Conclusões do Congresso
1.º O Congresso constata o progresso das Uniões Christãs em Portugal e congratula-se com esse facto, por ver n’elle um dos melhores factores para o progresso da Patria.
2.º As Uniões Christãs pelo seu plano de educação integral e symetrico são um dos melhores meios de formar uma mocidade forte no corpo, esclarecida na intelligencia, pura na moral e santa na alma.
3.º As Uniões Christãs devem procurar dar a todo o trabalho o fórma mais accessivel e mostrar praticamente como o Evangelho de Christo resolve todas as questões sociaes.
4.º Tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amavel, de boa fama, elevado de costumes, póde e deve servir de meio ás Uniões para attrair e elevar a mocidade.
5.º O congresso resolve iniciar desde já uma obra a favor dos emigrantes que se dirigem ás duas Americas, de combinação com as Uniões Christãs do Brasil e America do Norte.
6.º O estudo da Palavra de Deus e a oração são dynamos da obra unionista.
7.º O Congresso expressa a sua gratidão á cidade de Lisboa pela maneira como o acolheu, á imprensa que o ajudou, á Sociedade de Geographia e á Associação Comercial de Lojistas pelo auxilio que lhe prestaram e a todos que concorreram para o seu exito.
8.º O Congresso retribue as saudações telegraphicas que lhe enviaram as Uniões do Brasil, Hespanha, França, Suissa, Inglaterra, Italia e Belgica, e differentes Uniões e particulares do paiz.
Estas conclusões foram sanccionados, pela assembléa, com prolongadas salvas de palmas.
Por ultimo usou de novo da palavra o sr. Alfredo da Silva, que fez o discurso de encerramento, sendo felicissimo na sua dissertação, arrancando por vezes, ao auditorio vibrantes applausos.
A sessão foi encerrada perto da meia noite.
O que ha hoje
Ás 10 da manhã, reunião do Comité Nacional, e ao meio dia passeio a Cintra.
Diário de Notícias, 24 de Maio de 1909, p. 2.
III Congresso das UCM de 1909
O ultimo do dia do congresso – A visita aos culto evangelicos – A sessão plenaria na sala “Portugal”, da Sociedade de Geographia
Consoante constava do programma, parte do dia foi consagrado pelos congressistas á visita aos varios cultos evangelicos da capital, que foram dirigidos pelos delegados de fóra.
Pelas 5 horas da tarde effectuou-se, na séde da União Central, á rua das Gaivotas, a anunciada reunião de consagração, para os unionistas e suas familias e á qual presidiu o sr. João Mott, que proferiu uma brilhante prelecção em ingles, interpretada pelo sr. Henrique Wright.
Á mesma hora realisava-se, no extincto convento dos Mariannos, uma sessão organisada pelo “comitè” nacional das uniões christãs femininas presidida por mr. Mott [sic] que discursou largamente sobre o movimento feminino a favor da obra evangelica, referindo-se ás viagens que durante quinze annos sucessivos emprehendeu a numerosos paizes da Europa, da Asia, da America e da Africa.
Por ultimo falou “mademoiselle” May Cassels, presidente do mesmo “comitè e membro da Alliança Universal, que conta trezentos mil accionistas, tendo a sua séde em Londres, sob a presidencia de “mademoiselle” Mary Norley.
Em seguida reuniu a commissão iniciadora para apreciar as conclusões das theses, assim como as conclusões geraes do congresso. Como estava annunciado, pelas 9 horas da noite abriu-se a sessão plenaria do encerramento, na sala Portugal, da Sociedade de Geographia, que se encontrava literalmente cheia, predominando o elemento feminino.
Sábado, 23 de Maio de 2009
III Congresso das UCM de 1909
Congresso das Uniões Christãs da Mocidade
O Terceiro dia
Ás dez horas e meia da manhã de hontem realisou o congresso nacional das Uniões Christãs da Mocidade uma sessão de delegados, á que presidiu o sr. Pedro Silveira, de Portalegre, secretariado pelos srs. Antonio Tavares, do Porto e José Ferreira Martins, de Setubal.
A sessão principiou pela reunião de oração, seguindo-se a these Jesus Christo e a Mocidade, que estava para ser relatada pelo sr. Henrique Wright, do Porto, mas que, por deferencia d’este senhor, passou a ser relatada pelo sr. Mott, que falou em inglez com interprete.
Depois devia seguir-se a discussão das conclusões do congresso, ficando este no entanto para assumpto especial em sessão da noite.
Por ultimo procedeu-se á eleição da comissão executiva, que ficou assim constituida: presidente, Alfredo Henrique da Silva, do Porto; vice-presidente, André Cassels, de Villa Nova de Gaya; 1.º secretario José Antonio Fernandes, do Porto; 2.º secretario, Antonio Tavares, do Porto; thesoureiro, Frederico Flower; vogaes, todos os presidentes das diversas uniões do paiz.
Á uma e meia da tarde effectuou-se um “lunch” fornecido pelo restaurante do Campo Grande.
Seguiu-se a photographia dos delegados officiaes photographia geral, etc.
Ás 7 da noite effectuou-se a sessão para discussão das conclusões do congresso e ás 9 horas uma sessão no extincto convento dos Mariannos, destinada aos unionistas.
O programma de hoje
O programma de hoje é o seguinte:
Cultos nas differentes egrejas evangelicas:
12 da manhã – Mariannos, Taipas e Estephania.
2,30 da tarde – Arriaga.
5 da tarde – Reunião de consagração para os unionistas e seus amigos, União Central, rua das Gaivotas.
Ao mesmo tempo realisar-se-á nas salas do Collegio Evangelico uma reunião special para senhoras e meninas.
6 da tarde – Cascão.
7 da tarde – Mariannos, Taipas, Santa Catarina, Amoreiras e Estephania.
9 da noite – Sessão plenaria d’encerramento Sala Algarve da Sociedade de Geographia.
1.º Hymno e oração.
2.º Discursos por differentes delegados.
3.º Proclamação das conclusões do Congresso.
4.º Collecta.
5.º Discurso de encerramento.
–––
O sr. João Mott, delegado americano faz amanhã, pelas 8,30 da noite, na Associação de Logistas, uma conferencia sob o thema “A luta mais difficil dos academicos em todos os paizes.
Diário de Notícias, 23 de Maio de 1909, p. 4.
III Congresso das UCM de 1909
N’esta sessão, a que presidiu o Sr. Pedro Silveira, delegado por Portalegre, secretariado pelos srs. Antonio Tavares e José Pereira Martins, respectivamente delegados pelo Porto e por Setubal, falou o sr. João Mott, a convite do sr. Henrique Wright, escolhendo para thema o “Segredo do exito e da ruina de uma União Christã da Mocidade”.
Pela 1 hora da tarde, seguiram todos os congressistas, num carro electrico, reservado, para o Campo Grande, onde se realizou o banquete official, presidido pelo sr. Alfredo da Silva, que tinha á sua direita mr. Mott e à sua esquerda o sr. João Mott.
Ao toast inicou a série de brinde o sr. Alfredo da Silva, que saudou calorosamente a commisão local e as uniões christãs de Lisboa, assim como as senhoras que se encontravam presentes, seguindo-se os seguintes brindes: o sr. Santos Figueiredo, em nome das Uniões de Lisboa e pelo Comité Nacional; o sr. dr. Leite Junior, pelo sr. Mott e pelas Uniões de Portugal, e o sr. Pedro da Silveira, pelas uniões christãs femininas.
Depois de se terem tirado varias photographias com os congressistas, os delegados dispersos, em numerosos grupos, visitaram alguns estabelecimentos e monumentos importantes, bem como differentes pontos pittorescos da cidade.
Pelas 7 horas da tarde deu-se principio aos trabalhos da sessão nocturna, sendo a mesa constituida pelos mesmo delegados da sessão da manhã. Votou-se, por unanimidade, que o estudo final, relativo ás conclusões do congresso fosse entregue a uma comissão composta da mesa permanente do congresso e dos membros da commisão iniciadora, sendo em seguida apresentadas as seguintes propostas:
1.º, que o comité internacional se encarregue de elaborar uma lista dos assumptos adaptados ao estudo biblico das uniões christãs da mocidade; 2.º, que nos futuros congressos internacionaes se empregue a lingua esperanto e a lingua do paiz ou da cidade na qual as sessões se effectuem.
A primeira proposta foi modificada no sentido que seja o comité nacional encarregado de tratar do assumpto, sendo a discussão da segunda adiada para outra reunião.
Procedeu-se, depois, á eleição da comiissão executiva da Alliança Nacional, a qual ficou composta dos srs.:
Alfredo Henrique da Silva, presidente; André Cassels, vice-presidente; José Antonio Fernandes, 1º secretario; Antonio Tavares, 2º secretario; e Frederico Flower, thesoureiro; sendo nomeados vogaes os presidentes das diversas uniões christãs do paiz.
Sobre assumptos relativos á forma por que se devia orientar a eleição, falaram os srs. Armando Pereira de Araujo, Julio Bento da Silva, José Pereira Martins e Antonio Ferreira Fiandor, tendo este ultimo delegado proposto que fosse consignado em acta um voto de louvor ao presidente pela regularidade e brilhantismo com que decorrera o congresso, proposta que foi approvada por acclamação.
A sessão terminou com o hymno evangelico “Obra Perfeita, que foi entoada por todos os assistentes.
O Século, 23 de Maio de 1909, p.2.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
III Congresso das UCM de 1909
Da these foi relator o sr. Pedro da Silveira, de Portalegre, que foi muito applaudida.Á uma hora e meia da tarde foi servido um “lunch” em comum, na União Central, á rua das Gaivotas, seguindo-se uma sessão dos delegados, ás tres horas e meia da tarde, em que o sr. dr. Leite Junior, de Coimbra, apresentou uma these sobre o estudo dos meios que as uniões podem dispôr para chamar a mocidade.O sr. José Luiz Braga, do Brasil, relatou tambem uma these sobre “A obra a favor dos emigrantes”, fechando a sessão depois de discussão varia.
Ás oito horas da noite realisou-se a sessão para os unionistas e seus amigos, fazendo uso da palavra varios delegados, entre os quaes o sr. Mott, delegado dos Estados Unidos da America, que falou em ingles, fazendo-se comprehender por meio de um interprete.
Ámanha é o terceiro e ultimo dia do Congresso, sendo a parte mais importante do programma um banquete no Campo Grande e a sessão dos delegados.
Diário de Notícias, 22 de Maio de 1909, p. 4.
III Congresso das UCM de 1909
Segundo dia do terceiro congresso nacional – Cumpre-se o programa, sendo todas as sessões muito concorridas – Aprovam-se as theses apresentadas
Os trabalhos, consoante constava no programa, principiaram ás 10 horas e meia da manhã, pela sessão dos delegados, a que presidiu o sr. Henrique Wright, secretariado pelos srs. Eduardo Moreira, secretário geral do congresso, e Luis Torres, delegado da União de Vila Nova de Gaya.
Terminada a reunião dea oração, com que abriu a sessão, procedeu-se á apresentação dos relatorios de todas as uniões do “comité”, falando em nome do “comité” Internacional, os srs. Christiano Phildius, do de Genebra, e José Luiz Fernandes Braga, do Brazil. Pelo “comité” nacional, usaram da palavra os srs. Alfredo Silva, Frederico Flower, Antonio Tavares, André Cassels e Henrique Wright e ainda a maior parte dos delegados que vieram de differentes pontos do paiz.
Por ultimo, foi apresentada a these “As uniões christãs e a questão social”, sendo relator o sr. Pedro da Silveira, de Portalegre.
Á 1 e meia effectuou-se o lanche offerecido pela comissão local, e ás 4 da tarde, nova sessão na União dos Marianos, ás Janelas Verdes, sendo apresentadas as seguintes theses: “Estudo dos meios de que as uniões podem dispor ara chamar a mocidade” e “A obra a favor dos emigrantes”, das quaes foram respectivamente. Relatores os srs. dr. Leite Junior, de Coimbra, e Eduardo Henrique Moreira.
A sessão da noite, que principiou ás 8 horas, abriu com o hymno evangelico, seguindo-se oração pelo sr. Horues. Depois, o sr. Stover executou ao piano o hymno da União, acompanhado de oração pelo sr. Silveira, presidente da União de Portalegre.
O sr. Alfredo da Silva, presidente do “comité”, apresenta seguidamente aos assistentes o cathedratico norte-americano sr. João R. Mott, que hontem chegou a Lisboa, o qual, por sua vez, fez uma interessante comunicação sobre a “Biblia”, servindo de interprete á assembléa o sr. Wright.
Fechou a sessão o sr. Antonio José Rodrigues de Ponta Delgada, que fez a leitura do Evangelho de S. João, no capitulo XVI, sendo todas as theses approvadas e muito applaudidos os seus relatores.
Uma commisão de academicos convida todos os seus collegas de Lisboa, a comparecerem na proxima segunda-feira, pelas 8 horas e meia da noite, na séde da Associação de Lojistas, ao largo da Abegoaria, para ouvirem o delegado norte-americano João Mott, secretario da Federação Mundial dos Academicos Christãos, com séde na America, sobre o movimento da federação que representa.
O sr. Mott almoça tambem n’esse dia na legação da America, a convite do sr. Page de Bryan, ministro em Portugal.
O Século, 22 de Maio de 1909, p.3.
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